

E o Povo Volta a se Desviar/L
A paz durou uma geração.
O silêncio era leve na terra. Os campos produziam fruto, E já não se falava em guerra. Mas o tempo passou… E com ele, a memória. Os filhos já não conheciam As lágrimas da antiga história. Esqueceram o Deus que libertou, Que ouviu o clamor no cativeiro. A promessa virou costume, E o altar perdeu o primeiro lugar inteiro. Quando a dor vai embora, O coração se distrai. E o que era gratidão profunda Vira hábito que se desfaz. Trocaram presença por aparência, Aliança por tradição. Serviram aos deuses da época Com o mesmo antigo coração. Não foi queda de um dia, Foi descuido repetido. Um passo longe da verdade, Outro longe do sentido. E assim o ciclo recomeça — Silencioso como antes. O afastamento nasce pequeno, Mas cresce em passos constantes. Porque o maior perigo da paz É esquecer quem a concedeu. É viver da bênção recebida Sem buscar o Deus que a deu. Ainda assim, no meio da história, Há um fio de esperança fiel: Mesmo quando o povo se desvia, Deus continua sendo Deus. E o amor que disciplina Também prepara redenção; Pois enquanto houver arrependimento, Haverá nova libertação.
Ademi Gomes
Enviado por Ademi Gomes em 12/02/2026
Alterado em 12/02/2026 Comentários
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