

Cântico dos Cânticos/L
Cântico dos Cânticos
Entre vinhas floridas e jardins fechados, surge um amor cantado em suspiros delicados. A voz da amada ecoa ao vento: “Beije-me com teus beijos”, diz o sentimento. Ela o procura pelas ruas da cidade, na noite sente saudade. Ele a chama de lírio entre espinhos, ela o compara a macieira entre os caminhos. Olhos como pombas, palavras como mel, perfumes que embriagam mais doce que o favo ao céu. O amado salta sobre os montes, como cervo ligeiro a correr, chamando sua amada: “Levanta-te, vem viver.” Entre sombras e aurora, há encontros e separação, mas o amor resiste ao tempo e fortalece o coração. “Põe-me como selo sobre o peito, como marca sobre a mão; porque o amor é chama ardente, mais forte que a própria paixão.” E assim termina o cântico sagrado, atribuído ao rei Salomão, celebrando o amor puro e eterno, que nem muitas águas podem apagar, nem o mundo inteiro comprar.
Ademi Gomes
Enviado por Ademi Gomes em 20/02/2026
Alterado em 20/02/2026 Comentários
|