Ademi Gomes

Só Deus é perfeito

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Capítulo 11 - A Ajuda
Capítulo 11 – Ajuda
A chegada do Gabriel não trouxe apenas um filho para os meus braços… trouxe também uma corrente invisível de amor que se formou ao meu redor.
Desde o primeiro instante, eu não estive sozinho.
Minha família foi o primeiro alicerce. Naquele primeiro mês de vida — tão delicado, tão cheio de descobertas — cada gesto deles fez diferença. Era como se cada olhar, cada cuidado, cada presença dissesse: “Você não precisa carregar isso sozinho.”
E não carreguei.
A família do padrinho do Gabriel chegou como um abraço estendido. A tia, esposa do padrinho, teve um papel que nunca vou esquecer. Havia carinho nas mãos dela, havia cuidado nos pequenos detalhes… e, quando se trata de um recém-nascido, são justamente os pequenos detalhes que sustentam tudo.
Foi uma rede de apoio construída não por obrigação, mas por amor.
Naquela época, eu ainda trabalhava na Globo, e, para minha surpresa, a notícia da chegada do Gabriel não ficou só comigo — ela se espalhou pelos corredores como uma alegria compartilhada. Colegas de trabalho, que até então faziam parte da minha rotina profissional, passaram a fazer parte da minha história pessoal.
Eles celebraram comigo.
E essa celebração veio em forma de ajuda concreta, daquelas que fazem diferença no dia a dia. Ganhei um berço, onde o Gabriel teria seus primeiros sonhos. Ganhei um carrinho, que carregaria não só um bebê, mas também minhas esperanças de pai. Ganhei ajuda em dinheiro, que veio como alívio em meio às responsabilidades que cresciam.
Mas houve um gesto que ficou marcado com um brilho especial.
Uma colega organizou um chá de fraldas.
Pode parecer simples para quem vê de fora, mas para mim foi um verdadeiro presente do céu. As fraldas que ganhei duraram praticamente um ano. Um ano inteiro de tranquilidade, de noites menos preocupadas, de dias onde eu podia focar no que realmente importava: cuidar, amar e aprender a ser pai.
Cada pacote de fralda não era apenas um item… era um símbolo de cuidado, de união, de pessoas que decidiram caminhar comigo naquele momento tão importante.
Hoje, quando olho para trás, entendo que o Gabriel não chegou só para mim.
Ele chegou para todos nós.
Porque um filho pode até nascer nos braços de um pai…
mas ele cresce sustentado por muitas mãos.
Ademi Gomes
Enviado por Ademi Gomes em 13/05/2026


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