Ademi Gomes

Só Deus é perfeito

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Capítulo 5 - O Direito de Amar
Capítulo 5 — O Direito de Amar
Aprendi, ao longo da vida, que muitas pessoas tentam enxergar apenas aquilo que querem entender, mas ninguém pode resumir uma vida inteira a uma única característica.
Sou muito mais do que um conceito criado pela sociedade. Sou feito de memórias, sentimentos, batalhas vencidas, afetos verdadeiros e esperança.
O amor nunca deveria ser motivo de vergonha ou condenação. Pelo contrário, amar é uma das formas mais bonitas de existir. E, se existe algo que a vida me ensinou, é que devemos ter orgulho de quem somos, mesmo em um mundo que, muitas vezes, insiste em julgar aquilo que não compreende.
Debate-se muito sobre os direitos dos homossexuais. Sim, assim como qualquer ser humano, os homossexuais também têm direitos, principalmente o direito à dignidade e à liberdade de ir e vir, sem serem incomodados e também sem incomodar ninguém.
O respeito deve existir acima de qualquer diferença. Ninguém pode ser tratado com desprezo, violência ou humilhação por causa da sua orientação sexual. Durante muitos anos, milhares de pessoas viveram escondendo seus sentimentos por medo da rejeição, do preconceito e até da agressão física. Muitos perderam a oportunidade de viver plenamente suas vidas apenas porque a sociedade insistia em impor padrões considerados “normais”.
Ser homossexual não faz ninguém melhor nem pior do que os outros. O caráter, a honestidade, o amor ao próximo e os valores de uma pessoa não estão ligados à sua sexualidade. O que realmente define um ser humano são suas atitudes, sua forma de tratar os outros e a maneira como enfrenta a vida.
A sociedade evoluiu em muitos aspectos, mas ainda existem pessoas que carregam preconceitos antigos, muitas vezes baseados na ignorância ou em ensinamentos ultrapassados. Respeitar não significa concordar com tudo, mas entender que cada pessoa tem o direito de viver sua vida da maneira que achar melhor, desde que não prejudique ninguém.
O amor, o carinho e o companheirismo existem em qualquer relação verdadeira. Nenhuma pessoa deve ser privada do direito de amar, construir uma família, trabalhar, estudar ou viver em paz por causa da sua orientação sexual. Afinal, todos nós buscamos a mesma coisa: sermos respeitados, aceitos e felizes.

O preconceito não nasce do amor. O preconceito nasce da intolerância, da falta de conhecimento e, muitas vezes, do medo daquilo que é diferente. Amar alguém do mesmo sexo não torna ninguém menos digno, menos humano ou menos merecedor de respeito. Cada pessoa carrega dentro de si sentimentos verdadeiros, sonhos, medos e desejos de construir uma vida feliz ao lado de quem ama.
Durante muito tempo, muitas pessoas precisaram esconder quem realmente eram para evitar julgamentos, rejeições e humilhações. Quantos viveram em silêncio, sufocando os próprios sentimentos apenas para serem aceitos pela sociedade? Quantos deixaram de viver plenamente por medo de perder a família, os amigos ou o trabalho? Nenhum ser humano deveria carregar esse peso.
O amor verdadeiro não destrói famílias, não ameaça a sociedade e não diminui ninguém. Pelo contrário, o amor aproxima, fortalece, acolhe e ensina. O que destrói vidas é o preconceito, a violência, a discriminação e a falta de empatia.
Ser homossexual não apaga os valores de uma pessoa, não muda seu caráter e nem diminui sua capacidade de amar, trabalhar, ajudar o próximo ou construir uma história digna. Somos todos seres humanos, diferentes em muitas coisas, mas iguais no direito de existir com liberdade e respeito.
Ninguém deveria precisar pedir permissão para ser quem é. A liberdade de amar é também a liberdade de viver sem medo, sem vergonha e sem precisar esconder a própria essência. Porque, no fim das contas, o amor sempre será uma das maiores forças da humanidade.

Cada ser humano carrega dentro de si uma verdade única. Durante muito tempo, muitas pessoas foram obrigadas a caminhar sob o peso dos julgamentos, tentando se encaixar em padrões que não representavam aquilo que realmente sentiam. Essa realidade gerou sofrimento, solidão e inúmeras histórias marcadas pelo silêncio.
Com o passar dos anos, compreendi que a felicidade nasce quando existe sinceridade consigo mesmo. Não adianta construir uma vida baseada apenas nas expectativas alheias, porque nenhuma realização externa consegue preencher o vazio causado pela negação da própria identidade.
Aprendi também que a dignidade não depende da aprovação de terceiros. Ela existe no momento em que uma pessoa reconhece seu próprio valor e entende que merece respeito exatamente como é. Essa descoberta transforma a maneira de enxergar a vida e fortalece a caminhada diante das dificuldades.
Hoje vejo que a diversidade faz parte da natureza humana. Somos diferentes em pensamentos, características, sonhos e formas de construir nossos relacionamentos. Essa pluralidade não deveria separar as pessoas, mas ensinar convivência, compreensão e empatia.
Quando deixamos de enxergar o outro através do preconceito, passamos a enxergá-lo através da humanidade. E é nesse encontro entre respeito e compreensão que surge a possibilidade de uma sociedade mais justa, onde cada indivíduo possa seguir sua trajetória com tranquilidade, autenticidade e esperança.
Ademi Gomes
Enviado por Ademi Gomes em 22/05/2026
Alterado em 31/05/2026


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